segunda-feira, 3 de março de 2014

ADOLESCENTES PARTICIPAM DE CONCURSO DE POESIA NA FUNDAÇÃO CASA EM GUARULHOS

Na última sexta-feira (28), nas duas unidades da Fundação Casa, em Guarulhos, aconteceu a premiação dos vencedores do Concurso de Poesia idealizado pelo juiz da Vara da Infância e da Juventude da comarca, Daniel Issler. Nos rostos dos ganhadores, a satisfação pelo reconhecimento do talento desvendado e a surpresa pela descoberta de que são capazes de se desenvolver e mudar suas vidas. Um adolescente da unidade Casa Guayi ficou com a terceira colocação, enquanto que os segundo e primeiro colocados são da unidade Casa Guarulhos. Dos 35 adolescentes participantes, oito foram selecionados e receberam diplomas de participação.
Como prêmio, os três primeiros colocados participarão do programa do radialista José Augusto Pinheiro, na Rádio Boa Nova de Guarulhos, onde lerão suas poesias. O primeiro colocado terá, ainda, o direito de participar, durante um dia, das atividades do grupo Poetas Ambulantes no transporte coletivo em São Paulo, e após, participará de um sarau.
A ideia de realizar um concurso de poesia na Fundação Casa partiu do juiz da Vara e da Infância de Guarulhos, Daniel Issler, após o sucesso do 1º Concurso de Grafite do Socioeducativo de Guarulhos, em agosto de 2013. Para a concretização do projeto, o Judiciário local contou com a parceria do grupo Poetas Ambulantes, da Fundação Casa e da Secretaria Municipal de Cultura de Guarulhos, cujos integrantes compuseram a comissão julgadora.
Segundo o magistrado, “foi difícil escolher os vencedores, pois os trabalhos estavam muito bons. Acreditamos que após esta experiência os adolescentes possam olhar a vida de uma maneira diferente, positiva”.
Marcela Rehder, chefe de seção técnica da Fundação Casa Regional Vale do Paraíba, falou sobre os benefícios trazidos pelo concurso de poesias. “Com ações como essa a gente começa a quebrar o preconceito da sociedade, que infelizmente ainda existe, em relação à situação dos adolescentes. Outro ponto positivo foi a integração dos meninos com os Poetas Ambulantes. Já marcaram um jogo de futebol entre eles.” Juliana Caetano Reys, encarregada técnica da Casa Guarulhos, saudou os finalistas. “Com o concurso vocês descobriram seus talentos. Parabéns a todos vocês e aos seus familiares.” Maria de Lima Leite, representante da Secretaria Municipal de Cultura de Guarulhos, disse que a qualidade dos trabalhos a impressionou. “A iniciativa do doutor Daniel Issler foi maravilhosa e a parceria não pode parar. A expectativa é que eles saiam daqui com uma nova visão de mundo.”
Antes de escrever, os adolescentes participaram de quatro encontros com os integrantes dos Poetas Ambulantes. No primeiro, foram apresentados ao projeto e, nos três seguintes, foram realizadas oficinas sobre música, fotografia e poesia. “A forma como a gente abordou o tema foi o que impulsionou a participação dos meninos. Conseguimos conquistar aos poucos a confiança deles em nosso trabalho. No fim, a gente acabou aprendendo muito mais do que ensinando”, disse Mel Duarte, integrante dos Poetas Ambulantes.
Durante o evento de premiação, os Poetas Ambulantes e os adolescentes declamaram suas poesias. “A mensagem que tenho para vocês é esta: a poesia tem o poder de libertar as pessoas, espero que vocês se abram para a ela e transformem para melhor o dia-a-dia de vocês”, disse Thiago Peixoto, também integrante do grupo Poetas Ambulantes.
Daniel Issler parabenizou a todos os parceiros e agradeceu aos participantes. “Fiquei maravilhado. Já sabia que seria um sucesso. Parabéns mais uma vez pela altíssima qualidade dos trabalhos.” Ao ser indagado sobre futuros projetos o juiz respondeu afirmativamente. “Já tivemos o grafite e agora a poesia. Isso não para por aqui. Iremos continuar, pois futuramente pensamos em fazer uma exposição de fotografias.”

Comunicação Social TJSP – VG (texto) / DS (fotos)

JUSTIÇA NEGA AÇÃO PROPOSTA POR SOCIALITE CONTRA GOOGLE

A 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo negou pedido de indenização da socialite Val Marchiori, participante do programa “Mulheres Ricas”, da TV Bandeirantes, contra o Google.

A autora ingressou com ação de indenização por danos morais porque a empresa não retirou páginas ofensivas no Youtube, Orkut e Blogspot, bem como não forneceu dados cadastrais e registros de IPs de origem dos responsáveis pelo conteúdo e comentários apontados.
A sentença da 13ª Vara Cível da Capital julgou a ação improcedente ante a ausência de ilicitude na conduta do Google. Inconformada, a socialite recorreu da decisão sob o argumento de que o provedor de hospedagem teria obrigação de impedir exibição de informações ofensivas.
O relator do recurso, Roberto Maia, entendeu que a apelante voluntária e espontaneamente aceitou participar de programa televisivo polêmico. Ante suas peculiaridades e características, era totalmente previsível que ela se exporia e provocaria reações públicas. "Assim, consciente das consequências a que estaria sujeita, mas, mesmo assim, optando por participar do polêmico programa, não pode desejar agora trazer ônus obrigacionais ou indenizatórios à apelada.”
Os desembargadores João Batista Vilhena e João Carlos Saletti também participaram do julgamento e acompanharam a decisão.

Apelação nº 0102487-25.2012.8.26.0100

Comunicação Social TJSP – AG (texto) / AC (foto ilustrativa)

MANTIDA PENA DE 60 ANOS DE PRISÃO A ACUSADO DE DUPLO LATROCÍNIO

Decisão da 6ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo negou provimento a recurso de um homem condenado pela prática de duplo latrocínio. Em apelação, o réu alegava cerceamento de defesa e, ainda, que o Tribunal do Júri seria o órgão competente para julgar o processo, por se tratar de homicídio e não de latrocínio.

Segundo a versão do acusado, ele estava hospedado na casa de dois conhecidos e, quando acordou, viu um deles esfaqueando o colega. Para se defender, pegou uma faca e golpeou o agressor. Disse que não pensou em roubar nada, mas decidiu mudar a cena do crime para que não desconfiassem dele. Já a acusação alegava que o réu, além de matar os dois rapazes, teria roubado um automóvel, uma máquina fotográfica digital, um notebook e várias peças de roupas.

Em seu voto, o relator do recurso, desembargador Ricardo Tucunduva, destacou que “apesar de severa, a reprimenda deve ser mantida, porquanto a juíza sentenciante justificou os motivos pelos quais resolveu exacerbá-la”. Assim, a pena-base foi fixada no máximo legal – 30 anos de reclusão por cada um dos crimes de latrocínio e tornada definitiva em 60 anos de prisão diante do reconhecimento do concurso material.

O resultado teve votação unânime e o julgamento contou com a participação dos desembargadores Ericson Maranho e Marco Antonio Marques da Silva.

Apelação nº 0081268-43.2011.8.26.0050

Comunicação Social TJSP – RP (texto) / AC (foto ilustrativa)